Acaba de ser publicado na Cadernos Gestão Pública e Cidadania, revista da Fundação Getulio Vargas (FGV), um artigo assinado pelo Auditor do Estado Álvaro Luís Gonçalves Santos, em coautoria com Gustavo Inácio de Moraes. A publicação integra um dos periódicos acadêmicos mais renomados do país na área de administração e políticas públicas.
O artigo, intitulado “Corrupção e cargos comissionados: um exercício quantitativo para estados brasileiros”, é resultado de uma pesquisa pioneira no âmbito da gestão pública brasileira. O estudo investiga, de forma quantitativa, a relação entre a proporção de cargos comissionados no serviço público estadual e os níveis de corrupção nas unidades federativas.
A pesquisa utiliza o índice CIPM (Contas Irregulares por Milhão de Habitantes) e aplica a metodologia de Análise Envoltória de Dados (DEA), combinando informações sobre orçamentos públicos, número de servidores e indicadores de desenvolvimento. Os resultados indicam que estados com maior concentração de cargos comissionados tendem a apresentar níveis mais elevados de corrupção, apontando riscos associados à ampliação de nomeações políticas e ao enfraquecimento de estruturas técnicas permanentes.
Ao trazer evidências empíricas para um debate recorrente no setor público, o artigo contribui de forma relevante para a formulação de políticas de governança, transparência e fortalecimento das carreiras de Estado, além de qualificar a discussão sobre profissionalização da administração pública.
A publicação reforça o papel estratégico dos Auditores do Estado na produção de conhecimento técnico, no aprimoramento das instituições públicas e na defesa de uma gestão baseada em critérios objetivos, eficiência e interesse público.
Referência do artigo:
SANTOS, Álvaro Luís Gonçalves; MORAES, Gustavo Inácio de. Corrupção e cargos comissionados: um exercício quantitativo para estados brasileiros. Cadernos Gestão Pública e Cidadania, São Paulo, v. 31, n. 1, 2025.
DOI: 10.12660/cgpc.v31.n1.92020.
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ARTIGO – Corrupção e cargos comissionados um exercício quantitativo para estados brasileiros